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Patrimonial

Seguro RD Equipamentos: a apólice das máquinas que saem do lugar

Riscos Diversos — Equipamentos é o seguro do bem que trabalha em obra, campo, consultório, set ou na mão de um locatário. Uma só lógica, várias linhas: aqui está o mapa para escolher a certa e não descobrir a lacuna no sinistro.

Quem procura “seguro de equipamentos” encontra uma sopa de nomes: RD Equipamentos, Riscos Diversos, máquinas e equipamentos, equipamentos portáteis, linha amarela, linha verde. Quase sempre é o mesmo seguro visto de ângulos diferentes. Esta página organiza o ramo inteiro — o que ele cobre, como se divide, o que costuma ficar de fora e quando ele deixa de ser opcional — e aponta, para cada tipo de equipamento, a página em que o desenho é tratado em detalhe.

O que é o seguro RD Equipamentos

O seguro RD Equipamentos é o seguro de máquinas e equipamentos do ramo Riscos Diversos, registrado na SUSEP como ramo 0171. Ele protege o próprio bem contra danos materiais súbitos e imprevistos de causa externa — tombamento, colisão, queda, incêndio e, conforme as coberturas contratadas, roubo, furto qualificado, danos elétricos e alagamento — no local de uso e, conforme a apólice, durante o transporte.

O nome “riscos diversos” vem da lógica do ramo: em vez de cobrir um imóvel num endereço, ele cobre bens com riscos próprios, que circulam, operam em campo ou ficam na mão de outras pessoas. Daí a vocação para equipamento móvel e portátil. O que fica parado dentro de uma fábrica ou de um escritório pode caber no seguro empresarial; o que muda de obra, trabalha na lavoura, vai ao atendimento externo ou é alugado a terceiros costuma pedir apólice de equipamentos.

Três coisas que este seguro não é:

  • Não é responsabilidade civil. O dano que a máquina causa a terceiros — o vizinho atingido, o transeunte ferido — é tratado em apólice de RC, como a de responsabilidade civil geral ou a de obras. Algumas apólices de equipamentos oferecem RC como adicional, com limite próprio.
  • Não é o seguro da obra. A estrutura em construção é objeto do seguro de riscos de engenharia.
  • Não é garantia do fabricante. Defeito de fabricação, vício próprio e desgaste ficam fora.

As linhas do RD Equipamentos

O mercado fala em “linhas” para separar perfis de risco. Cada uma tem taxas, coberturas e critérios de aceitação próprios — por isso tratamos cada perfil numa página:

LinhaExemplosRisco característicoOnde detalhamos
Linha amarela (construção e terraplenagem)Escavadeira, retroescavadeira, pá-carregadeira, guindaste, plataforma elevatória, rolo compactadorTombamento, colisão, roubo no canteiro, transporte entre obrasEquipamentos de construção civil
Linha verde (agrícola)Trator, colheitadeira, pulverizador, plantadeira, implementosIncêndio na colheita, tombamento, roubo no campo, tráfego em via públicaMáquinas e equipamentos agrícolas
SaúdeUltrassom, raio-X, cadeira odontológica, laser estético, autoclaveDanos elétricos, quebra, perda de usoEquipamentos médicos
Eletrônicos e TINotebook, servidor, impressora, tablet, celular corporativoRoubo e furto fora da empresa, queda, surto elétricoEquipamentos de tecnologia
AudiovisualCâmera, lentes, iluminação, som, droneFurto em veículo, dano no set, transporteEquipamentos cinematográficos
Industrial e de movimentaçãoEmpilhadeira, ponte rolante, compressor, geradorColisão em galpão, quebra na operaçãoMáquinas industriais e empilhadeira
Frota para locaçãoQualquer das anteriores, cedida a terceirosBem fora do controle do dono, não devolução, receita paradaLocadora de equipamentos

Máquinas fixas de grande porte, em operação industrial contínua, costumam ser tratadas também por coberturas de quebra de máquinas dentro de programas patrimoniais maiores, como o de riscos nomeados e operacionais.

O que o seguro RD Equipamentos costuma cobrir

A estrutura usual tem uma cobertura básica e um cardápio de adicionais. O que entra em cada grupo varia entre seguradoras — nenhuma das coberturas abaixo deve ser presumida como incluída:

CoberturaO que respondeEm geral
Básica (danos de causa externa)Tombamento, colisão, queda, incêndio, raio, explosão, alagamento, desmoronamentoNúcleo da apólice; a lista exata varia
Roubo e furto qualificadoSubtração com ameaça, arrombamento ou rompimento de obstáculoÀs vezes na básica, às vezes adicional
Danos elétricosCurto-circuito, sobretensão, surtoAdicional
TransporteO bem embarcado entre locais de usoVaria; às vezes limitado em distância
Perda ou pagamento de aluguelAluguel de equipamento substituto ou receita de locação paradaAdicional, com prazo e limite
Equipamentos cedidos ou arrendados a terceirosO bem enquanto está com o locatárioAdicional específico
Equipamentos de terceiros em poder do seguradoA máquina que você alugouAdicional; precisa ser declarado
Proximidade de águaOperação em margem, balsa, área alagávelCondição especial
Responsabilidade civilDanos a terceiros na operaçãoAdicional, com limite próprio
Acidentes pessoais do operadorMorte ou invalidez de quem operaAdicional em algumas seguradoras
Despesas extraordináriasRemoção, salvamento, frete expresso de peçasVaria

A regra prática do ramo: a cobertura que mais aparece nos sinistros raramente é a básica. Em eletrônicos e saúde, é danos elétricos; em canteiro e campo, roubo e tombamento; em locação, a perda enquanto o bem está com terceiros. É ali que a cotação precisa olhar primeiro.

Item a item ou frota: como a apólice é montada

Há dois desenhos de contratação:

  • Por item — cada equipamento é listado com marca, modelo, número de série e valor segurado próprio. É o caminho de quem tem poucos bens de alto valor.
  • Por frota ou limite global — um limite máximo cobre o conjunto, com relação de bens e regras de inclusão de novos itens. É o caminho de construtoras, locadoras e produtores com muitas máquinas, e costuma reduzir o custo por unidade.

Valor de novo ou valor atual

A base de indenização define quanto a apólice paga numa perda total. A valor de novo, repõe um equivalente sem desconto de uso; a valor atual, desconta a depreciação. Máquina importada ou com peças importadas acompanha o câmbio — o valor declarado há um ano pode não repor o bem hoje.

Rateio: só se estiver na apólice

Segurar por menos do que o bem vale reduz o prêmio — e pode reduzir a indenização. Pela Lei nº 15.040/2024 (art. 91), que rege o contrato de seguro desde dezembro de 2025, a redução proporcional num sinistro parcial só se aplica se a apólice tiver cláusula de rateio expressa; nos seguros a valor de novo, a lei não admite essa cláusula (art. 92, § 2º). Por isso a pergunta antes de assinar não é só “por quanto estou segurado?”, mas também “esta apólice tem rateio?”. Nas coberturas contratadas a primeiro risco absoluto, a indenização vai até o limite contratado sem redução proporcional.

Aceitação: idade, documento e vistoria

É na aceitação que muita cotação de equipamento trava. Os pontos que as seguradoras costumam analisar:

  • Idade do bem. Cada seguradora tem limite próprio por tipo de equipamento, e acima dele pode haver recusa, restrição de cobertura ou indenização a valor atual.
  • Documento de propriedade. Nota fiscal ou documento equivalente; para bens importados ou comprados usados, a seguradora pode aceitar outra forma de comprovação.
  • Número de série. Identifica o bem no sinistro e é exigência frequente.
  • Vistoria. Muitas vezes feita por fotos e vídeo enviados pelo segurado; algumas seguradoras dispensam em equipamento novo com nota recente ou em renovação sem sinistro.
  • Local de guarda e uso. Galpão fechado, pátio cercado, campo aberto, canteiro urbano — e se há rastreador e vigilância.

Informar isso logo de saída é o que separa uma cotação em horas de uma que vai e volta por semanas.

O que costuma ficar de fora

Delimitar o perímetro faz parte da contratação honesta. Em regra, os clausulados excluem:

  • Furto simples e desaparecimento inexplicável — sumiço sem vestígio de arrombamento ou ameaça. É a recusa mais comum do ramo; algumas seguradoras oferecem furto simples como adicional, sob análise.
  • Apropriação indébita e estelionato — o bem que alguém leva com autorização e não devolve. Ponto crítico para quem aluga ou empresta equipamento.
  • Desgaste, falta de manutenção e defeito de fabricação.
  • Operação fora das especificações ou por pessoa não habilitada.
  • Danos enquanto o bem está locado a terceiros, salvo cobertura específica.

A lista exata está nas condições gerais de cada seguradora — e lê-la antes do sinistro é sempre mais barato do que depois.

Franquia: o detalhe que decide se a apólice serve

A franquia é a parte do prejuízo que fica com você. Ela pode ser um percentual do prejuízo, um valor fixo ou um percentual com mínimo, e muda por cobertura. Uma franquia fixa de R$ 1.000 transforma em sinistro inútil qualquer reparo de R$ 1.100; uma franquia percentual sem mínimo pode pesar pouco no conserto pequeno e muito na perda grande. Escolha olhando para o sinistro mais provável do seu equipamento, não só para o desconto no prêmio.

Quando o seguro de equipamentos é exigido

Em boa parte das contratações, quem pede o seguro não é o dono da máquina — é a outra parte de um contrato:

Quanto custa

O prêmio é uma taxa anual sobre o valor segurado, e a taxa varia muito por linha: máquinas pesadas e agrícolas costumam ter taxas bem menores que eletrônicos portáteis. Também pesam idade, local de guarda, uso, coberturas adicionais, franquia e histórico — e, para bens de valor baixo, o prêmio mínimo da seguradora. Reunimos as faixas que o mercado publica em quanto custa o seguro de equipamentos; para trator e colheitadeira, há o detalhamento em quanto custa o seguro de trator.

Como cotar com a NeuCorr

Para cotar, precisamos de pouco — e quanto mais preciso, mais justa a taxa:

  1. Lista dos bens: tipo, marca, modelo, ano, número de série e valor de reposição.
  2. Uso e local: onde o equipamento fica e trabalha, se circula entre locais, se vai a via pública.
  3. Situação do bem: próprio, financiado (com as exigências do banco) ou locado — e, se você aluga a terceiros, como funciona o contrato.
  4. Histórico de sinistros dos últimos anos.

Com isso, cotamos com as seguradoras que operam o ramo, comparamos coberturas, franquias e critérios de indenização lado a lado e acompanhamos o sinistro quando ele acontecer.

Este conteúdo é informativo. Coberturas, franquias, limites de idade, critérios de indenização e exclusões variam por seguradora e por apólice — confirme sempre as condições contratuais na cotação.

FAQ

Perguntas frequentes sobre seguro RD Equipamentos

O que é o seguro RD Equipamentos?

É o seguro de máquinas e equipamentos dentro do ramo Riscos Diversos, registrado na SUSEP como ramo 0171. Ele protege o próprio bem — escavadeira, trator, ultrassom, notebook, câmera — contra danos súbitos e imprevistos de causa externa, como tombamento, colisão, incêndio e, quando contratados, roubo, furto qualificado e danos elétricos. É o seguro do equipamento, não da responsabilidade por danos a terceiros nem do imóvel onde ele fica.

Qual a diferença entre seguro RD Equipamentos e seguro empresarial?

O seguro empresarial protege o estabelecimento — prédio e conteúdo — num endereço fixo. O RD Equipamentos protege o bem que sai do endereço ou que tem risco próprio: a máquina que muda de obra, o trator no campo, o aparelho levado ao atendimento externo. Equipamento que só fica parado dentro da empresa pode caber no empresarial; o que circula, opera em campo ou está com terceiros costuma pedir apólice de equipamentos.

O seguro RD Equipamentos cobre furto?

Em regra, cobre roubo e furto qualificado — com arrombamento, rompimento de obstáculo ou ameaça — quando a cobertura está contratada. O furto simples, sem vestígio, e o desaparecimento inexplicável costumam ser excluídos na maior parte dos clausulados. Algumas seguradoras oferecem furto simples como adicional, sob análise. Confira esse ponto antes de fechar, porque é a recusa mais comum no ramo.

Equipamento usado ou antigo pode ser segurado?

Pode, mas cada seguradora tem seu limite de idade, que varia por tipo de bem: há produtos que aceitam máquinas pesadas com bastante tempo de uso e outros que restringem portáteis a poucos anos de fabricação. A idade também pode mudar a taxa, restringir coberturas ou levar a indenização a valor atual, com depreciação. Informar ano e estado de conservação logo na cotação evita proposta que não se sustenta.

Precisa de vistoria?

Depende do bem e da seguradora. É comum a vistoria por fotos e vídeo feitos pelo próprio segurado, e algumas seguradoras dispensam a vistoria em situações definidas — equipamento novo com nota fiscal recente ou renovação de apólice sem sinistro, por exemplo. Equipamento de alto valor ou sem documentação costuma exigir inspeção.

Como funciona a franquia no seguro de equipamentos?

A franquia é a parte do prejuízo que fica com o segurado em cada sinistro. Ela pode ser um percentual do prejuízo, um valor fixo ou um percentual com valor mínimo — e pode mudar de cobertura para cobertura (roubo, danos elétricos, quebra). Uma franquia fixa alta torna a apólice inútil para reparos pequenos; escolha olhando para o sinistro que você realmente espera, não só para o desconto no prêmio.

Máquina financiada precisa de seguro?

Com frequência, sim: a instituição financeira costuma exigir apólice vigente durante o contrato, com cláusula beneficiária em seu favor. No crédito rural, a Lei nº 4.829/1965 (art. 25, §§ 1º a 3º) obriga o banco que exige seguro rural como garantia a oferecer ao menos duas apólices de seguradoras diferentes e a aceitar a apólice que o produtor contratar com outra seguradora habilitada. Detalhamos no artigo seguro de máquina financiada.

Equipamento locado a terceiros fica coberto?

Não automaticamente. Muitos clausulados excluem os danos ocorridos enquanto o equipamento está com terceiros por contrato de locação, salvo cobertura específica contratada — e costumam excluir também apropriação indébita e estelionato. Locadoras precisam de um desenho próprio, que tratamos na página de seguro para locadora de equipamentos.

Quanto custa o seguro RD Equipamentos?

O prêmio é uma taxa anual sobre o valor segurado, e a taxa muda muito por tipo de bem: máquinas pesadas e agrícolas costumam ter taxas bem menores que portáteis como notebook e câmera, que sofrem mais roubo e dano. Reunimos as faixas que o mercado publica, por tipo, no artigo quanto custa o seguro de equipamentos — referências, não cotação.

Não encontrou a sua dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre seguros ou consulte o glossário de seguros para os termos técnicos desta página.

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