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NeuCorr Seguros

Patrimonial

Seguro de Equipamentos Médicos e Hospitalares

Um ultrassom que queima numa oscilação de energia, um tomógrafo danificado na instalação, o equipamento portátil furtado no deslocamento. O seguro cobre o dano ao aparelho e, quando contratado, o faturamento que para junto com ele.

O seguro de equipamentos médicos e hospitalares protege os aparelhos que sustentam a operação de clínicas, consultórios, laboratórios e hospitais — e, quando bem desenhado, também o faturamento que depende deles.

É um ramo em que a diferença entre uma apólice útil e uma apólice decorativa costuma estar em três decisões: quais coberturas adicionais foram contratadas, por qual valor o equipamento foi segurado e onde ele pode ser usado.

Os riscos que realmente acontecem

Vale começar pelo que aparece nos sinistros, e não pela lista de coberturas:

  • Oscilação e surto elétrico. É a causa mais comum de dano em equipamento eletrônico de saúde. Um ultrassom, um raio-X ou uma autoclave são sensíveis a instabilidade de rede, e o prejuízo aparece na placa, não numa cena dramática.
  • Quebra acidental. Queda, impacto durante movimentação, dano na manipulação diária. Em consultório odontológico e em equipamento portátil, é rotina.
  • Roubo e furto qualificado. Aparelhos compactos e de alto valor — ultrassom portátil, notebooks de laudo, instrumentos — são alvo preferencial, dentro e fora da unidade.
  • Dano no transporte e na instalação. Concentrado em um intervalo curto e frequentemente descoberto, porque a apólice foi contratada pensando no aparelho já instalado.
  • Água. Vazamento em andar superior e infiltração causam perda total de eletrônico com facilidade.

As coberturas, e quais não vêm por padrão

A estrutura usual parte de uma cobertura básica — incêndio, raio e explosão — e se amplia por coberturas adicionais. É aqui que a apólice se define:

CoberturaPapelCostuma ser adicional?
Incêndio, raio e explosãoBase da apóliceNão, é o núcleo
Danos elétricosCurto-circuito, sobrecarga, surtoSim
Quebra de equipamentoDano acidental, impacto, falha súbitaSim
Roubo e furto qualificadoSubtração com arrombamento ou ameaçaFrequentemente adicional
Perda de usoAluguel de substituto e receita interrompidaSim
Equipamentos móveis / portáteisUso fora do endereço de riscoSim, com menção expressa
TransporteDeslocamento entre unidadesSim
Instalação e montagemIçamento, posicionamento e testesSim
Danos por águaVazamento e infiltraçãoVaria
Responsabilidade civilDanos a terceiros na operaçãoVaria

O ponto prático: as duas coberturas que respondem pela maioria dos sinistros — danos elétricos e quebra — costumam ser adicionais. Uma apólice contratada apenas na base cobre bem o incêndio que provavelmente não vai acontecer e deixa de fora a falha elétrica que provavelmente vai.

Onde o equipamento fica muda a conta

Este é o ponto que mais gera dúvida, e vale separar duas coisas que costumam ser confundidas.

A localização do equipamento importa. A seguradora avalia o endereço de risco — onde o aparelho fica instalado ou é utilizado. Pesam o índice de roubo e furto da região, a estabilidade do fornecimento de energia, a exposição a alagamento, o tipo de construção e as proteções existentes no local: alarme, vigilância, controle de acesso, estabilizador e nobreak. Duas clínicas na mesma cidade podem ter taxas diferentes por causa disso.

A localização do corretor não importa. A apólice é emitida por seguradoras de atuação nacional e cobre o equipamento onde ele estiver. Cotação, contratação, endossos e acompanhamento de sinistro são conduzidos remotamente. Atendemos clínicas e hospitais em todo o Brasil, de Curitiba a Ribeirão Preto, e o que precisamos saber é o endereço onde o aparelho opera — não o nosso.

E há o caso do equipamento que não fica parado: ultrassom portátil que vai a domicílio, aparelho levado para home care, instrumental que circula entre unidades. Esse uso precisa estar previsto na apólice como cobertura de equipamentos móveis, com o alcance geográfico definido. Sem isso, o sinistro fora do endereço de risco tende a ficar descoberto.

Valor segurado: o erro que só aparece no sinistro

O parâmetro correto costuma ser o valor de reposição — quanto custaria hoje comprar um equipamento equivalente —, não o valor pago na aquisição nem o valor contábil já depreciado.

Segurar por menos que o valor de reposição gera subseguro, e a consequência aparece justamente no pior momento: num sinistro parcial, a indenização pode ser reduzida na mesma proporção da diferença. Um aparelho de imagem segurado por metade do que custa repor pode gerar metade da indenização mesmo num dano pequeno.

Dois cuidados que resolvem quase todos os casos:

  1. Revisar os valores a cada renovação, especialmente em equipamento importado, cujo custo de reposição acompanha o câmbio.
  2. Manter o inventário atualizado — modelo, número de série, ano e valor. É o que agiliza a regulação e o que evita descobrir na hora errada que o aparelho novo nunca entrou na apólice.

O que o seguro de equipamentos médicos não cobre

  • Desgaste natural, uso e manutenção. Peça que chega ao fim da vida útil não é sinistro.
  • Falha de manutenção preventiva e uso em desacordo com o manual do fabricante.
  • Vício próprio e defeito de fabricação, que são território da garantia do fornecedor.
  • Dano exclusivamente estético, sem prejuízo de funcionamento.
  • Furto simples, sem vestígios de arrombamento ou ameaça, na maior parte dos clausulados.
  • Softwares e dados, que pertencem à lógica do seguro cibernético, não à do dano físico.

A quem se destina o seguro de equipamentos médicos

Clínicas médicas e odontológicas, consultórios, laboratórios de análises, clínicas de imagem e diagnóstico, hospitais, ambulatórios, empresas de home care e profissionais liberais da saúde que mantêm equipamento próprio.

O perfil muda bastante o desenho: um consultório com cadeira odontológica e autoclave tem uma exposição; uma clínica de imagem com ressonância tem outra, onde perda de uso e instalação pesam muito mais. Tratamos essa diferença em detalhe no artigo sobre seguro de equipamentos médicos por perfil.

Quanto custa o seguro de equipamentos médicos

Não existe tabela. O prêmio é calculado sobre o conjunto de fatores que definem o risco:

FatorPor que pesa
Valor total seguradoPrincipal determinante
Tipo de equipamentoImagem e alta complexidade têm taxa distinta de mobiliário clínico
Idade dos aparelhosInfluencia aceitação, taxa e critério de indenização
Endereço de riscoRoubo na região, energia, exposição a alagamento
Proteções existentesAlarme, vigilância, controle de acesso, nobreak
Coberturas adicionaisDanos elétricos, quebra e perda de uso mudam bastante o prêmio
Franquia escolhidaFranquia maior reduz o prêmio e transfere risco à clínica
Histórico de sinistrosSinistralidade passada influencia aceitação e preço

Vale um alerta de método: compare propostas pelas coberturas adicionais contratadas, não pelo prêmio final. Duas cotações com valores parecidos podem ter escopos muito diferentes — e a mais barata costuma ser a que deixou danos elétricos e quebra de fora.

A cotação é gratuita e sem compromisso, e conduzida à distância para qualquer lugar do Brasil.

Leia mais sobre seguro de equipamentos médicos

Este conteúdo é informativo. Coberturas, exclusões, franquias e critérios de indenização variam por seguradora e por apólice — confirme sempre as condições contratuais na cotação.

FAQ

Perguntas frequentes sobre seguro de equipamentos médicos

Vocês atendem clínicas fora de São Paulo?

Sim. O seguro de equipamentos médicos é contratado com seguradoras de atuação nacional, e a apólice cobre o equipamento onde ele estiver — não onde o corretor está. Atendemos clínicas, consultórios e hospitais em todo o Brasil, e todo o processo de cotação, contratação e acompanhamento de sinistro é conduzido remotamente. O que a seguradora precisa saber é o endereço de risco, isto é, onde o equipamento fica instalado ou é utilizado.

A localização da clínica muda o preço do seguro?

Muda, sim — mas não da forma que a maioria imagina. O que pesa não é a cidade em si, e sim o perfil de risco daquele endereço: índice de roubo e furto da região, qualidade e estabilidade do fornecimento de energia, exposição a alagamento, tipo de construção e as medidas de proteção existentes no local, como alarme, vigilância e estabilizador. Duas clínicas na mesma cidade podem ter taxas diferentes por causa disso.

O seguro cobre o equipamento fora do consultório?

Pode cobrir, mas raramente por padrão. Equipamentos portáteis usados em domicílio, em home care, em atendimento externo ou levados a congressos costumam exigir cobertura específica de equipamentos móveis ou portáteis, com menção expressa na apólice. O mesmo vale para o período de transporte. Contratar a apólice pensando só no que fica fixo na sala e usar o aparelho na rua é uma das lacunas mais comuns nesse ramo.

Quebra acidental está incluída automaticamente?

Nem sempre. Muitas apólices partem de uma base de incêndio, raio e explosão, e tratam quebra de equipamento e danos elétricos como coberturas adicionais que precisam ser contratadas expressamente. Como a maior parte dos sinistros em equipamento médico não é incêndio, e sim falha elétrica e quebra, essas duas são justamente as que costumam decidir se a apólice serve para alguma coisa.

O que é a cobertura de perda de uso?

É a cobertura que responde pelo prejuízo financeiro do período em que o equipamento fica parado após um sinistro coberto — conforme a apólice, pode contemplar o aluguel de um aparelho substituto e a receita que deixou de ser gerada. Para quem tem um único aparelho de imagem sustentando a agenda, costuma ser a cobertura que evita que um sinistro pequeno vire um problema grande.

Como definir o valor segurado do equipamento?

O ponto de partida usual é o valor de reposição — quanto custaria hoje repor o equipamento por outro equivalente —, e não o valor pago na compra nem o valor contábil depreciado. Segurar um tomógrafo comprado há seis anos pelo valor de aquisição costuma gerar subseguro: em caso de sinistro parcial, a indenização pode ser reduzida proporcionalmente. Vale revisar os valores a cada renovação, sobretudo em equipamento importado, cujo custo de reposição varia com o câmbio.

Equipamento usado ou recondicionado pode ser segurado?

Em geral sim, mas as condições variam bastante. A idade do equipamento influencia a aceitação, a taxa e, às vezes, o critério de indenização — algumas seguradoras aplicam depreciação na indenização de aparelhos acima de determinada idade, ou restringem a cobertura de quebra. É um ponto que precisa ser conferido no clausulado antes de fechar, não descoberto no sinistro.

O seguro cobre erro de operação por parte da equipe?

Depende do desenho. A cobertura de quebra costuma alcançar danos acidentais decorrentes de operação, dentro do que o clausulado define, mas o uso em desacordo com as especificações do fabricante e a falta de manutenção preventiva costumam ser exclusões. Manter em dia o registro das manutenções é relevante tanto para a aceitação do risco quanto para a regulação de um sinistro.

Existe cobertura para o período de instalação e montagem?

Sim, e ela é frequentemente esquecida. A instalação de um equipamento de grande porte — imagem, radioterapia, centro cirúrgico — envolve içamento, movimentação e testes, com risco concentrado num intervalo curto. Algumas apólices permitem ampliar o alcance para instalação e montagem; em obras maiores, esse risco pode ser tratado no seguro de riscos de engenharia. Vale definir isso antes de o aparelho chegar.

Este seguro cobre processo por erro médico?

Não. São apólices diferentes. O seguro de equipamentos protege o bem; a reclamação de um paciente por dano decorrente do ato profissional é objeto do seguro de responsabilidade civil profissional. Clínicas costumam contratar as duas frentes, junto com a proteção patrimonial do imóvel e do conteúdo.

Dá para contratar por um período curto?

Costuma dar. Além da apólice anual, o mercado oferece contratação de curto prazo para situações pontuais — um equipamento locado por alguns meses, um aparelho levado a um evento, uma operação temporária. As condições e o custo proporcional variam entre seguradoras.

Não encontrou a sua dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre seguros ou consulte o glossário de seguros para os termos técnicos desta página.

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