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RD Equipamentos

Quanto custa o seguro de equipamentos: faixas por tipo de máquina

NeuCorr Seguros··8 min de leitura

“Quanto custa?” é a primeira pergunta de quem procura seguro de equipamentos — e a que recebe as piores respostas: “depende”, ou uma tabela genérica que não bate com nenhuma cotação. Este artigo tenta fazer melhor: mostrar as faixas que o mercado publica por tipo de bem, converter em reais e, principalmente, explicar o que faz o seu equipamento cair numa ponta ou na outra.

Antes de tudo, o aviso que vale para o texto inteiro: as faixas abaixo são referências publicadas no mercado, não cotação da NeuCorr nem de nenhuma seguradora. Servem para dar ordem de grandeza.

Como o preço é formado

O seguro de equipamentos — o seguro RD Equipamentos, do ramo Riscos Diversos — é cobrado como uma taxa anual aplicada sobre o valor segurado. Prêmio = valor segurado × taxa, ajustado pelas coberturas adicionais, pela franquia e por descontos ou agravos de risco. Para bens de valor baixo, entra ainda o prêmio mínimo da seguradora, que pode valer mais que a conta da taxa.

A taxa, por sua vez, reflete o risco por real segurado. E é aí que as linhas de equipamento se separam muito.

Faixas de referência por tipo de equipamento

LinhaExemplosFaixa de referência publicada (ao ano, sobre o valor)
Agrícola (linha verde)Trator, colheitadeira, pulverizadorcerca de 0,5% a 3%
Construção e terraplenagem (linha amarela)Retroescavadeira, escavadeira, pá-carregadeiracerca de 1% a 3,5%
Máquinas e equipamentos em geralEmpilhadeira, gerador, compressorcerca de 0,5% a 3%
Drone agrícolaDrone de pulverizaçãoem torno de 5%
Eletrônicos portáteisNotebook, câmera fotográficacerca de 6% a 15%
Equipamentos médicos e odontológicosUltrassom, raio-X, cadeira odontológicasem faixa pública confiável — cotação caso a caso

Três observações sobre a tabela:

  • As faixas são largas porque o risco é largo. Dentro de uma mesma linha, o mesmo equipamento pode custar várias vezes mais de uma ponta à outra, conforme uso, local e coberturas.
  • As fontes divergem. Corretoras e seguradoras publicam números diferentes para o mesmo tipo de bem, e algumas se contradizem. Tomamos o intervalo em que as referências se sobrepõem, não o extremo de nenhuma. Para eletrônicos portáteis, as referências publicadas são poucas — trate a faixa com ainda mais cautela.
  • Para equipamentos de saúde, não encontramos referência publicada que mereça repetição. Preferimos dizer isso a inventar um número; a página de equipamentos médicos mostra os fatores que definem o preço nessa linha.

Exemplos em reais

Aplicando as faixas ao valor do bem — de novo, como ordem de grandeza, sem promessa de que a sua cotação vá cair aqui:

EquipamentoValorPonta baixaPonta alta
Trator de porte médioR$ 300.000R$ 1.500 (0,5%)R$ 9.000 (3%)
RetroescavadeiraR$ 400.000R$ 4.000 (1%)R$ 14.000 (3,5%)
EmpilhadeiraR$ 150.000R$ 750 (0,5%)R$ 4.500 (3%)
Drone agrícolaR$ 150.000em torno de R$ 7.500 (5%)—
Kit de câmera e lentesR$ 40.000R$ 2.400 (6%)R$ 6.000 (15%)
NotebookR$ 10.000R$ 600 (6%)R$ 1.500 (15%)

Valores anuais, ilustrativos. No notebook e em outros bens de valor baixo, o prêmio mínimo da seguradora pode prevalecer sobre a taxa.

O que empurra o preço para cima

  • Tipo de bem. Portáteis e eletrônicos têm taxa maior que máquinas pesadas; colheitadeira e pulverizador, maior que trator.
  • Idade. O bem mais velho vale menos, então paga menos em reais — mas a taxa pode subir e a indenização pode passar a valor atual, com depreciação.
  • Local de guarda e região. Galpão fechado ou pátio aberto, índice de roubo da região, rastreador, vigilância.
  • Uso. Equipamento que circula entre obras, trafega em via pública, viaja ou é alugado a terceiros soma riscos ao de operação.
  • Coberturas adicionais. Danos elétricos, roubo e furto qualificado, perda de aluguel, responsabilidade civil e bens cedidos a terceiros aumentam o prêmio — e costumam ser justamente as que respondem pelos sinistros mais frequentes.
  • Franquia. Franquia maior reduz o prêmio e aumenta o que fica com você em cada sinistro.
  • Histórico. Sinistros anteriores pesam na aceitação e na taxa.
  • Quantidade. Segurar a frota em conjunto costuma reduzir o custo por unidade.

O que pode baratear sem perder cobertura

  1. Agrupar bens numa só apólice, para diluir o prêmio mínimo e ganhar condição de frota.
  2. Rastreador e local de guarda fechado, que reduzem o risco de roubo — o sinistro que mais pesa em máquinas e portáteis.
  3. Franquia ajustada ao caixa, nem tão baixa que encareça o prêmio, nem tão alta que anule a apólice nos reparos pequenos.
  4. Declarar o uso real. Parece encarecer, mas evita a recusa no sinistro — que é o caminho mais caro de todos.

O que não fazer para pagar menos

O atalho mais comum é segurar o bem por menos do que vale. Barateia o prêmio, encolhe a indenização numa perda total e, se a apólice tiver cláusula de rateio expressa, reduz também a indenização dos sinistros parciais na mesma proporção — pela Lei nº 15.040/2024 (art. 91), o rateio só se aplica quando está previsto na apólice. Declarar o valor de reposição atualizado a cada renovação é o que evita a surpresa.

Como comparar duas cotações

Não pelo prêmio. Compare, lado a lado:

  1. As coberturas adicionais incluídas — danos elétricos, roubo, perda de aluguel;
  2. A franquia de cada cobertura, em percentual e em valor mínimo;
  3. A base de indenização — valor de novo ou valor atual;
  4. As exclusões que pesam no seu uso — furto simples, bem com terceiros, operação em via pública;
  5. Se a apólice atende ao que o banco, a locadora ou o contratante exigem.

A mais barata costuma ser a que deixou de fora justamente o sinistro mais provável.

Para cada linha, o detalhe

Este texto tem caráter informativo. As faixas citadas são referências publicadas no mercado, não cotação. Taxas, prêmios mínimos, franquias, critérios de indenização e exclusões variam por seguradora e por apólice.

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Escrito pela equipe da NeuCorr Seguros

Corretora de seguros especialista em pesquisa clínica, responsabilidade civil profissional e seguros empresariais, regulada pela SUSEP. Conheça a NeuCorr →

Perguntas frequentes

Quanto custa o seguro de um equipamento?

Não existe tabela única. O prêmio é uma taxa anual sobre o valor segurado, e a taxa depende do tipo de bem. Nas referências que o mercado publica, máquinas pesadas e agrícolas costumam ficar entre cerca de 0,5% e 3,5% ao ano, enquanto eletrônicos portáteis, como notebook e câmera, aparecem em faixas bem mais altas, porque sofrem mais roubo e dano. Uma retroescavadeira de R$ 400 mil, por exemplo, cairia entre R$ 4 mil e R$ 14 mil ao ano numa faixa de 1% a 3,5%. São referências, não cotação.

Por que o seguro de notebook custa proporcionalmente mais que o de trator?

Porque o risco por real segurado é maior. Um notebook circula, é alvo frequente de roubo, cai, molha e queima em surto elétrico — e vale pouco em termos absolutos, o que faz o custo fixo de emitir e regular a apólice pesar mais. Uma máquina pesada vale muito, fica em local controlado boa parte do tempo e tem sinistros menos frequentes por real segurado. A taxa reflete essa diferença.

Existe prêmio mínimo?

Sim, as seguradoras costumam aplicar um prêmio mínimo por apólice ou por item. Para bens de valor baixo, é esse mínimo, e não a taxa, que define o preço — o que faz o percentual efetivo parecer alto. Agrupar vários equipamentos numa mesma apólice é a forma usual de diluir esse efeito.

A franquia muda o preço?

Muda. Franquia maior reduz o prêmio porque transfere ao segurado parte de cada sinistro. Mas uma franquia fixa alta pode tornar a apólice inútil para os reparos pequenos, que são os mais frequentes em eletrônicos e equipamentos médicos. Escolha a franquia pelo caixa que você aguenta num sinistro, não só pelo desconto.

Segurar a frota inteira sai mais barato?

Em geral, sim por unidade. A contratação por frota dilui custos fixos, reduz o efeito do prêmio mínimo e costuma ter condições melhores que a soma de apólices avulsas. Em contrapartida, exige manter a relação de bens atualizada, com inclusões e exclusões ao longo da vigência.

Por que a NeuCorr não publica uma tabela própria?

Porque cada apólice de equipamento é desenhada por bem, por uso e por exigência de quem pede o seguro — banco, locadora, contratante. Um número solto induz mais a erro do que ajuda. O que publicamos são as faixas de referência do mercado e o que empurra o seu equipamento para uma ponta ou outra; o preço real sai da cotação, que é gratuita.

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